terça-feira, 25 de agosto de 2015

Análise das sete cabeças da Besta de Apocalipse 13.

Olá e Paz do Senhor a todos! Estou aqui mais uma vez para desenrolarmos mais um episódio de escatologia. Vamos agora ver, estudar e analisar as sete cabeças que constituem a Besta do apocalipse, aqui há muita sabedoria, que requer um pouco de esforço para compreender nas entrelinhas da história o agir de Deus em todas as eras. Do Egito à Roma, o povo de Israel e o Oriente Médio sempre foram oprimidos por grandes impérios: as sete cabeças da Besta.


Gostaria de iniciar dizendo que primeiramente a Besta é histórica, ou seja, ao longo de milênios ela subsiste na forma de diferentes impérios, mas com o mesmo espírito e natureza (Ap 17:8,11). Cada rei com o sei Império, tipifica um tipo de Anticristo, que na literatura escatológica será líder do pior inimigos de Israel no fim dos tempos, é importante analisar cada característica dos reinos e de seus líderes para chegarmos ao oitavo, pois assim não cairemos em erros que insistem em se levantar para confundir o povo de Deus.

 

O que veremos agora é uma interpretação bíblica, diferente da difundida na escatologia atual, o que realmente acontecerá só o tempo dirá! Aqui há um pequeno resumo de como esses impérios se levantaram e agiram no cenário mundial, pegue a sua Bíblia e com a inteligência que Deus lhe deu enxergue os planos dEle na história, espero que você seja edificado, boa leitura!

Império Egípcio c. 1700-1280
Surge a Besta, a primeira cabeça.

O Império Egípcio era marcado por seu politeísmo
Muitos são conhecedores da história de José, narrada a partir de Genesis 17, onde relata que seus irmãos, por inveja e ciúmes, o venderam para uma caravana que estava passando. José enfrentou vários problemas até que foi parar como governador de toda a terra do Egito.

Os hebreus chegaram ao Egito por conta de uma grande fome que se alastrara no Oriente Médio, então a família de José foi ao Egito em busca de alimento e lá encontraram o irmão que fora desprezado. José como era alguém de alto cargo favoreceu a sua família e então os hebreus se tornaram importantes em toda a terra do Egito, historiadores relatam que os hebreus chegaram a ser tratados com nobreza e até convidados de honra dos egípcios, pois eram vistos como Israelitas, servos de Deus, o Deus que livrou a terra do Egito. Vários hebreus migraram para o Delta do Nilo e lá prosperaram e não regressaram à Canaã.

As gerações foram passando e José caindo no esquecimento, os egípcios começaram a invejar aquela comunidade de imigrantes, então mais tarde os hebreus se tornaram escravos do Império Egípcio. O Faraó Ramsés II, que não conhecia José, obrigou a construir Ramessés, uma cidade-armazém (Ex 1:11) além de que eles eram tratados como escravo, “os egípcios obrigavam os israelitas ao trabalho, e tornavam-lhes amarga a vida com duros trabalhos: a preparação da argila, a fabricação de tijolos, vários trabalhos nos campos, e toda espécie de trabalhos aos quais os obrigavam. ” (Êxodo 1,13-14), os hebreus também foram usados para construir edifícios grandiosos. Mas o povo hebreu continuou crescendo até que foi tomada uma providência de matar todos os nascidos homens das comunidades hebreias deixando apenas as meninas.

Nesse ponto Deus começou a intervir, e levantou Moisés para libertar o seu povo que antes no deserto era livre e autônomo e agora no Egito eram escravos. A partir daqui começa toda a história do Êxodo que é de conhecer de quase todos, Israel sai do Egito em se estabelece em Canaã.

O Egito afrontava a Deus com sua religião politeísta baseada em feitiçaria, astrologia e idolatria em que adoravam a uma Serpente, o deus Apófis ou Apep. Coincidência? E então Deus o abateu, e com braço forte colocou o Império no pó.

Império Assírio
A Besta continua viva, agora com duas cabeças.

Os assírios eram conhecidos por sua crueldade. Na imagem: relevo assírio encontrado em Nimrud.
Notas importantes para a leitura: Favor não confundir a Síria com a Assíria.
Reino do Norte: Israel
Reino do Sul: Judá

Quando Salomão se tornou rei de Israel, o seu modo de governar não agradou as tribos do Norte, por isso o país se dividiu em dois reinos, o Reino do Sul: Judá e Benjamim e o Reino do Norte: as demais tribos.

O Reino do Norte e do Sul coexistiram por muitos anos, ora como aliados ora como inimigos. A Síria oprimia Israel, muitas vezes destruindo fazendas próximas as fronteiras, mas uma potência se levantava a noroeste: a Assíria.

Israel se aliou à Síria em 734 a.C. para invadir o reino do Sul e cercou Jerusalém. O rei Acaz de Judá, contra o conselho do profeta Isaías, pede ajuda para a Assíria e o reino se torna vassalo do Império, debaixo de um jugo pesado e passa a pagar tributos anuais.

 A Assíria dominou e depois destruiu a Síria, e por algum tempo Israel não precisou se preocupar com inimigos. Mas essa falsa paz estava para acabar, Israel se rebelou contra a Assíria e em 722 a.C. Samaria, capital do Norte, foi conquistada pelos assírios, em três anos os assírios devastaram completamente o país. Seus habitantes foram exilados e o Reino do Norte deixou de existir. O livro deuterocanônico do Antigo Testamento, Tobias, traz uma ficção didática acerca das provações de Tobias em Nínive nesse tempo. O Reino de Judá demorou mais tempo para sentir a opressão dos assírios, por conta de ser mais fiel a Deus.

O rei Ezequias sucessor de Acaz, tentou restaurar a independência e não mais ser um estado vassalo e pagar tributos, e então em 701 a.C Senaqueribe cercou Jerusalém e o Sul teve que se submeter novamente a Assíria.
Extensão do Império Assírio

Finalmente, em 612 a.C, Nínive capital do Império cai, esse fato foi jubilado pelo profeta Naum.

Assim como o Egito, a Assíria, uma vez usada para castigar o povo de Deus, resolveu afrontar o Eterno, o rei Senaqueribe tentou conquistar Jerusalém e dominar o povo judeu, mas Ezequias rei de Sul e seu conselheiro, o profeta Isaías encorajaram o seu povo a confiarem no Senhor, ver 2 Cr 32:7-8.

O infeliz rei assírio fez guerra psicológica aos judeus, os oprimindo e enviando um ultimato, vide 2 Cr 32:11,13-14. O profeta Isaías consolou seu povo nesse tempo: “Ó povo meu, que habitas em Sião, não temas a Assíria, quando te ferir com a vara, e contra ti levantar o seu bordão a maneira dos egípcios; porque daqui a bem pouco se cumprirá a minha indignação, e a minha ira servirá para consumi-los. E o Senhor dos exércitos suscitará contra ela um flagelo”. Então o exército assírio cercou Jerusalém e gritaram aos judeus blasfêmias ao Deus dos céus, dizendo que o Deus dos judeus não os poderia livrar. 

Deus como cumprimento das profecias e respostas das orações de Ezequias e Isaías, em uma noite, sem nenhuma flecha ou arma, mandou um único anjo e morreram 180.000 homens do exército assírio. Aleluia!!! Senaqueribe morreu ao entrar num templo pagão e seus irmãos, frustrados com as batalhas, o assassinaram.

Embora Deus castigue Israel e Judá, Ele nunca os abandonou. Mas ainda não era o alívio de Israel, a queda da Assíria significaria que ou o Egito ou a Babilônia dominariam a Terra Santa.

Império Babilônico

A Besta está mais forte, agora com três cabeças.

Jardins suspensos da Babilônia

Quem não conhece a famosa história da Grande Babilônia e do seu majestoso rei Nabucodonosor? Quem nunca ouviu falar dos Jardins Suspensos da Babilônia, uma das sete maravilhas do mundo antigo? É possível dizer sem nenhum medo que a Babilônia é o Império mais citado na Bíblia. A partir daqui o Céu se movimenta de forma nunca vista antes, pois nesse ponto da história começam as antecipações, profetizadas por Isaías, para a Vinda de Cristo e as preparações para a Segunda Vinda, como nos mostra Daniel.

Nosso estudo também vai ficar mais resumido, por conta do vasto acervo encontrado na Bíblia e em outros livros acerca dos reinos que se seguirão, foram muitos os feitos da Babilônia e dos reinos, relatá-los em poucas linhas é impossível.

Judá e Israel, livres do Império da Assíria, continuavam a pecar e desrespeitar a lei de Deus, o Egito e a Babilônia surgem como potências no Oriente Médio, em 606. a.C a Babilônia conquista Israel e de lá deporta para o Império, artistas, estudiosos importantes, escribas e sábios para auxiliar o reino. Judá continuou provocando problemas para a Babilônia e em 597. a.C um grupo maior foi exilado, dentre eles o profeta Ezequiel. Mas em 587. a.C, Nabucodonosor sitiou Jerusalém e expatriou um grande número de judeus, destruiu a cidade, o Templo, roubou ouro, prata e pedras preciosas e todos os utensílios do Templo. O rei Jeoaquim de Judá perdeu o seu reino e Judá foi obrigado a ser tributário da Babilônia, o exército de Babilônia arrasou política, moral e espiritualmente o reino de Judá, Babilônia os dominou por mais de quatro décadas. Enquanto que Israel foi humilhado passando de nação próspera à tributária! O cativeiro durou 70 anos, cumprindo cabalmente a profecia de Jeremias (2Cr 36:21).

O profeta Ezequiel ainda mantinha acessa a esperança de regressar a Jerusalém, mas quando ouviu que a cidade fora destruída começou a pregar consolo e confiança em Deus.

No livro de Daniel é relatado o famoso sonho do rei Nabucodonosor (Dn 2:1), o sonho da estátua que representava os quatro reinos que antecederiam o do Messias (Dn 2:31-45), o Império Babilônico, Persa, Grego e Romano. Também é relatado a visão de Daniel no capítulo 7 do livro. A Babilônia é a cabeça de ouro da estátua e o leão da visão de Daniel.

A estátua do sonho de Nabucodonosor e sua destruição prefiguravam a história do mundo que se seguiria.
Como é de praxe em nosso estudo, mais uma vez um reino afronta a Deus, a Babilônia antes, cálice de ouro na mão do SENHOR (Jr 51:7), usada por Deus para destruir nações e executar os seus planos, estava prestes a ser abatida.

Nabucodonosor, um rei temente a Deus, morreu em 562. a.C, então Evil-Merodaque, seu filho sucede-o ao trono babilônico. Merodaque foi assassinado pelo cunhado Neriglissar, mas quem assumiu o trono foi Naborido, genro de Nabucodonosor. Naborido era pai de Belsazar que se tornou corregente do reino três anos mais tarde.

O reino estava passando por dificuldades, e enquanto seu pai, Naborido, estava em uma guerra para tratar de interesses do reino, Belsazar fazia um festim. Belsazar era profano, vaidoso, devasso e cruel, e deu uma festa aos oficiais do reino no palácio babilônico, embriagado ele mandou trazer para a festa os utensílios do Templo que seu avô Nabucodonosor, trouxe como espólio de guerra, Belsazar os queria para serem usados no banquete em honra aos deuses.

Em meio a uma orgia cheia de prostitutas e muito vinho, homens corruptos e impuros tocavam e bebiam nos objetos do Templo, era uma orgia com o que era Santo! Belsazar foi longe demais, escarneceu de Deus e do seu povo.

A resposta divina foi imediata! Uma mão misteriosa apareceu e escreveu uma mensagem na parede, a festa na hora parou e todos ficaram assustados. O profeta Daniel foi o único capaz de decifrar o código que a mão escrevera na parede: Deus havia decretado a morte de Belsazar e a ruína para sempre da Babilônia!

Naquela noite fatídica, logo que foi concedido a Daniel o lugar de terceiro no reino, depois da interpretação, em uma mudança repentina do cenário internacional, Belsazar foi morte e o exército de Dario entrou na cidade de Babilônia. O exército medo-persa, vindo do Sul, rechaçaram a Babilônia e então a Grande Babilônia passou a ser parte do Império Medo-Persa. Deus se mostrou como soberano sobre a Terra e que Ele é quem está no controle de todos os reinos! Como profetizado por Isaías e Jeremias: Caiu! Caiu! A Grande Babilônia!

Extensão da Babilônia

A Grande Babilônia simbolizada por um forte Leão com asas.

Império Medo-Persa
A Besta se torna implacável, com suas quatro cabeças.
Ruínas dos Persas.

O império Persa são os peitos da estátua do sonho de Nabucodonosor e o urso da visão de Daniel, a Pérsia foi muito importante para a concretização dos planos de Deus, mas também tomou muitas decisões que colocaram os judeus ao fio da espada.

Logo que a Babilônia foi conquistada, pareceu bem ao rei Dario, reorganizar o reino em 120 províncias, cada uma com o seu líder. Daniel estava no meio desses e como homem de Deus, conquistou o favor e a graça do rei, os seus companheiros, por inveja e briga por poder resolveram tramar contra ele, o lançando na cova dos leões, Satanás não perdeu tempo em atrapalhar os desígnios do Senhor, querendo matar o seu profeta e impedi-lo de profetizar, mas Deus pela sua graça livrou a Daniel. Esse foi a primeira tentativa do inimigo, usando a Pérsia para acabar com Israel.


Quem não lembra da história da Rainha Ester? Pois é, Ester foi rainha da Pérsia. Dentre das 120 províncias do reino, a capital, Susã, era controlada pelo rei Xerxes ou Assuero, que foi marido de Ester. Nos tempos de Ester o povo judeu sofreu a maior ameaça de morte do que nunca. Através de Hamã, que queria se vingar de Mardoqueu (algumas traduções trazem Mardocai) e do povo judeu, Xerxes levantou um decreto que aniquilaria todos os judeus de todas as províncias em todo o reino, da índia até a Etiópia.

E mais uma vez Deus se levanta em favor do seu povo, Ester jejuou e orou ao Senhor para comparecer perante Xerxes e diante dele denunciou todo o plano maligno de Hamã e que ela também seria vítima de horrendo plano, pois era judia. O rei ficou furioso e mandou enforcar Hamã, na mesma forca que ele mesmo construiu para Mardoqueu. Deus virou o plano e Hamã foi morto com a mesma moeda.

Como é de nosso saber, o mundo não é apenas governado pelo físico, mas também pelo espiritual, por trás dos reinos mundiais sempre há uma força de engano espiritual, com a Pérsia não foi diferente, o livro de Daniel nos mostra que um demônio poderoso dominava o império (Dn 11:13) e posteriormente outro príncipe do inferno estaria por trás da Grécia (Dn 11:20), e antes mesmo da Pérsia, demônios enchiam o palácio da Babilônia, que eram cheios de ídolos (1co 10:20), esses demônios lutam para que os projetos do Criador sejam frustrados.

Os persas foram mais tolerantes que os babilônicos em relação aos judeus, os deixavam praticar sua própria religião. O rei Ciro, em 539 a.C permitiu uma parte dos judeus voltarem para sua terra natal, levando tesouros roubados nas guerras e oficializando que o governo persa pagaria as despesas para a reconstrução de Jerusalém, foi a mão de Deus usando Ciro, como já fora profetizado pelos profetas.
Império Medo-Persa.

Como prenunciado na visão de Daniel no capítulo 8, o bode matou o carneiro, o Império persa foi tomado por Alexandre, o Grande. Dario e Xerxes tentaram conquistar a Grécia, entre 513 e 333 a. C os persas e os gregos lutavam pela supremacia no Oriente Médio, mas em 330 a.C Alexandre conquistou os persas e os medos, era o fim do Império Medo-Persa.

Império Grego
A cruel Besta continua em ação, com suas cinco cabeças é preciso parar os judeus para impedir o nascimento do Messias.

Império Grego de Alexandre
O Império Grego simboliza o leopardo de quatro cabeças e quatro asas da visão de Daniel e o ventre de bronze do sonho de Nabucodonosor.

A tensão no tempo do império grego é maior, por que o Messias prometido desde Genesis está prestes a nascer, os judeus já voltaram para a sua terra, Jerusalém foi reconstruída e o tempo continua correndo contra a Besta.

Alexandre, derrotou a Pérsia e conquistou todos os povos em seu caminho. Não iremos nos deter no reino de Alexandre, mas na visão de Daniel dos quatro animais, a Grécia era o leopardo com quatro asas. Como profetizado, em 323 a. C Alexandre morre na Babilônia aos 33 anos de idade e como não teve um sucessor, o gigantesco Império Grego foi dividido entre os seus quatro generais: Cassandro, Lisímaco, Seleuco e Ptolomeu.

Cassandro reinou na Macedônia; Lisímaco reinou na Trácia e Ásia Menor; Seleuco reinou na Síria e no restante do Oriente Médio e Ptolomeu reinou sobre o Egito. É a partir dessas divisões que Israel começa a sofrer, ocorreu uma sucessão de guerras por território entre esses quatro reis, principalmente entre o Egito e a Síria, o reino do Norte e do Sul.

Império Grego dividido.
O território da Terra Santa ficou sob o reinado dos Ptolomaicos por um século, depois o Norte, na Síria e o Egito, no Sul, se puseram em conflito acerca da Judeia. Antíoco III, rei selêucida, derrotou o Egito em 198 a.C. e tomou posse da Judeia. Uma geração depois, o rei selêucida Antíoco IV (Guarde esse nome), tomou apropriado ele mesmo escolher quem sucederia ao sacerdócio, acabando e destruindo a tradição de oito séculos do sacerdócio zadoquita (os filhos de Zadoque). Judeus mais devotos e assíduos se revoltaram contra Antíoco IV por ter profanado a lei de Israel, não demorou muito até a paciência de Antíoco IV acabar, o rei se irou contra as inquietações de Jerusalém e frustrado com a derrota que tivera do Egito, em 168 a.C, Antíoco IV marchou violentamente para Jerusalém, se ele antes proibiu o sacerdócio zadoquita, o pior estava por vir.

Esses são os feitos de Antíoco Epifânio IV contra Jerusalém, contra Israel e contra os judeus:
- Cercou Jerusalém e massacrou 40.000 judeus.
- Para mostrar sua raiva pela religião judaica e ao Deus dos Céus, entrou nos Santo dos Santos, o lugar mais sagrado para Deus.
- Decretou que o Templo de Deus, seria agora o templo de Zeus
- Construiu um altar para Zeus em cima do altar do Templo
- Sacrificou uma porca, animal repudiado pelos judeus, no Santo dos Santos e derramou o seu sangue em todo o Templo como forma de profanação (a abominação desoladora)
- Proibiu a circuncisão
- Retirou e proibiu a posse da Lei e do livro da Lei, sob pena de morte
- Proibiu a religião judaica a trocando pela pagã
- Proibiu a guarda do sábado
- Por pura maldade, perseguiu mil judeus no sábado, sabendo que eles não poderiam correr nem se defender, e então matou-os.
- Forçou a família de um escriba de elevada posição, chamado Eleazar, a comer carne de porco, ele, a mulher e os sete filhos se negaram a quebrar a Lei de Deus, então Antíoco IV mandou, um após o outro, que tivessem a língua cortada e os dedos das mãos e dos pés amputados e por fim foram lançados num tacho fervente.
- Se proclamou a encarnação de Zeus, até que se considerou acima de Zeus e do Deus de Israel e de todos os outros deuses.

Esses foram alguns dos terríveis feitos de Antíoco IV, sob domínio do império grego, esse homem mal é considerado a tipificação suprema do verdadeiro Anticristo, por que pelas suas mãos NUNCA houve tão grande abominação em Israel! 

A Grécia dividida sob a ilustração de um leopardo com quatro cabeças e asas.

Império Romano

A Besta não impediu o nascimento do Messias, a sexta cabeça ficou furiosa, agora combate dois inimigos: judeus e cristãos.

A grande urbanização da capital mostrava a grandeza do Império. Visão panorâmica da cidade da Antiga Roma.
Roma simboliza o animal aterrorizante e cruel da visão de Daniel e as pernas de ferro do sonho de Nabucodonosor.

Diferente de todos os outros impérios, Roma deixou os judeus escolherem para eles um príncipe (no tempo de Jesus era Nicodemos) e exercer sua justiça através do Sinédrio, Herodes, o Grande, reconstruiu o Templo. Foi sob o domínio romano que Jesus nasceu, cresceu, morreu e ressuscitou.

Antes de tudo, a primeira grande perseguição de Roma foi contra o próprio Jesus, em que Satanás tentou matar o Filho de Deus (Mt 2:13).

Vamos ver a perseguição da Besta contra os cristãos e depois contra os judeus:

Cristãos: Depois que o cristianismo se espalhou pelo império que era totalmente politeísta e adorava ao imperador, Roma os odiava, pois, os cristãos negavam a existência de muitos deuses, a divindade do imperador, pregavam que escravo tinha alma e que a mulher tinha alma também. A doutrina cristã foi como uma bomba para o império, que começou a perseguir os cristãos, ênfase nas perseguições de Nero.

Roma praticou muitas atrocidades contra os fiéis a Jesus, tantas que dizê-las aqui seria irrealizável. Milhares de mártires foram massacrados por Roma. Não iremos entrar na parte da história em que o cristianismo se tornou a religião oficial do império, não é cabível, aqui, nesse estudo de escatologia. Se o império grego fez muito mal aos judeus, Roma fez aos cristãos.

Judeus: Os judeus sempre quiseram se tornar independentes de Roma, era interpretado por muitos judeus, especialmente do partido dos zelotes que o sucessor do rei Davi derrotaria Roma, a primeira revolta judaica contra Roma, ocorreu em 66 até o ano 70. A paciência do império contra os judeus se esgotou, então o Templo e Jerusalém foram destruídos, muitos judeus e cristãos fugiram da Terra Santa, como profetizado por Jesus. 
Em 73 houve em Massada um suicídio em massa de judeus. O comandante romano Tito levou os tesouros do Templo para Roma como espólio.

Tito era perverso e enganou os judeus, ele disse: ” se vocês quiserem entrar na cidade para celebrar a páscoa, vocês podem”, então quando milhares de judeus entraram na cidade, as portas foram fechadas e todos morreram de fome. Tito dominou Jerusalém e sobre o monte do Templo construiu um templo ao deus pagão Júpiter. Assim como Antíoco IV, Tito também profanou o Templo, ele fez uma estátua para si e ordenou que alguns soldados entrassem no Santo dos Santos e ali sacrificassem a ele, era a segunda abominação desoladora.

Em 135, com a revolta liderado por Simão Bar Kokhba, o imperador Adriano destruiu Jerusalém e sobre ela edificou uma cidade helênica, mudando o seu nome para Élia Capitolina, os judeus foram proibidos de entrar na cidade, que agora era vigiada por uma legião especial.

Os judeus foram enviados para uma diáspora, que abrangeu a Europa, o Norte da África e o resto da Ásia. O império romano “cristianizado” acusou os judeus de aliados do diabo, por terem matado Cristo e então a perseguição aumentou em todo o império.

Roma persegui os judeus mais do que nunca, vejamos o historiador francês Gerald Messadié no livro História Geral do Antissemitismo: "Os romanos não toleravam o culto judaico a um Deus único nem costumes como o shabat”. Como dito, a situação piorou com a conversão do imperador Constantino ao cristianismo, no século 4. Em 325, o Concílio de Niceia da Igreja Católica acusou os judeus pela morte de Jesus, o que serviu de base para o mito medieval de que tinham poderes sobrenaturais e eram comandados do diabo. Nas terras da Roma cristã católica, os judeus foram proibidos de exercer funções públicas, ter empregados e se casar com não judeus.  Daí que as Leis de Nuremberg, promulgadas em 1935, do partido nazista tiraram as suas influências.

Por conta de muita corrupção e uma economia essencialmente escravista, os bárbaros invadiram o império, e em 476 da nossa era o império romano do ocidente tem o seu fim.

Roma na figura de um animal indescritível e mal.
E agora, onde está a sétima cabeça? Você deve estar pensando: Já sei, foi Roma Papal, que considerava os judeus demoníacos! Mas eu te digo: quem disse que a queda do Império Romano se deu por completo? Vejamos as profecias bíblicas:

As sete cabeças... são também sete reis... Ap 17:9-10.
Interessante não acha? As sete cabeças não são apenas reinos ou impérios, são também sete Reis. Se são também reis, então uma cabeça só pode deixar de existir se o seu rei também deixar de existir! É a lógica. Mesmo se um reino, em parte, acabar e seu rei estiver ativo esse reino ainda não acabou. Isso aconteceu no Império Grego, em que Alexandre morreu, MAS seu reino foi dividido em quatro partes diferentes, houve sucessão, o império continuou a existir.

Mas Roma? Houve sucessão em Roma? O império não caiu em 476 d.C.?

A resposta é sim e não! Em 395 d.C. Roma se dividiu em Império Romano do Ocidente e Império Romano do Oriente, embora ROMA OCIDENTAL caiu, a parte Oriental continuou de pé até o fim da idade média.

Extensão máxima do Império Romano e o mesmo divido em Oriente e Ocidente.

O que aconteceu quando o Ocidente caiu? O império mudou-se para o Oriente e sua capital passou a ser Constantinopla.

Que revelação!!! Roma ainda não tinha acabado, a cabeça estava viva!

Roma Oriental durou até o ano de 1453, quando os turcos tomaram a sua capital, Constantinopla. Seguindo a lei das sete cabeças, que também são reis, na tomada de Constantinopla o último rei romano Constantino XI Paleólogo foi morto, então o Império acabou.

Sua morte marcou o fim definitivo do Império Romano, que continuou no leste 977 anos após a queda do Império Romano do Ocidente (Nationalism and territory: constructing group identity in Southeastern Europe, George W. White, Rowman & Littlefield, 2000, pp.124, grifo meu.)

Como visto na citação acima, o império ainda era vivo, e com a queda de Constantinopla, o fim cabal de Roma foi dado. A queda do Império romano foi estrondosa e agonizante para todo o mundo ocidental. Marcada por sinais, a tomada de Constantinopla foi prenunciada por um eclipse lunar, quando os turcos cercaram a cidade, os bizantinos acreditavam que a cidade iria resistir enquanto a lua brilhasse no céu (Guillermier, Pierre. Total Eclipses: Science, Observations, Myths, and Legends). A lua não brilhou, e no dia seguinte uma forte chuva de granizo arrasou a cidade, Constantinopla chega ao fim.

Como observado, todos os reinos que caiam eram sucedidos por outros, do Egito até Roma, a Besta se caracteriza como uma série de império que dominavam o Oriente Médio, mas e agora onde está a sétima cabeça? Aqui é onde muitos erram e por isso não compreendem as profecias.

Nossa história tem o mal de ser Ocidental, por isso só nos é mostrado Roma Ocidental. Que reino sucedeu a Roma Oriental? Os turcos! Sim, a sétima cabeça estava ali, agindo, silenciosa e ninguém a tinha notado. É uma questão de lógica bíblica. Constantinopla passou a ser dos turcos enquanto que o Império turco só crescia.
Mudança da capital romana para Constantinopla.

Bom, nosso estudo termina por aqui, por conta de estar prolixo. Vimos que a Besta sempre causou danos à Israel, seja político, econômico ou espiritual. Nossa próxima meta é tentar explanar a sétima cabeça e como ela, juntamente com as outras seis cabeças, se impõem diretamente no reino do Anticristo.

Próximo episódio:

Império Turco-Otomano
A sétima cabeça e o reino do Anticristo.
O que é por completo a Besta de sete cabeças?

Fiquem na paz e que a Graça de Deus os tornem fortes para tudo quanto for trabalho de Cristo.

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